Criado e desenvolvido pela De Havilland Canadá para ser o substituto natural do DHC-4 Caribou, na linha de uma aeronave tática de transporte STOL com capacidade de carga superior, surgiu o DHC-5 que foi batizado e ficou muito conhecido pelo nome de Buffalo.
Com a fuselagem quadrada similar ao Caribou, mas com uma nova asa alta provida de dispositivos hiper-sustentadores (flaps de fenda dupla e spoillers) e com cauda em T e impulsionado por dois motores turbo-hélices GE T-64-10, o Buffalo mostrou rapidamente ser um avião de excepcionais qualidades operacionais.
Pousando em locais inacessíveis a outras aeronaves e mesmo a veículos terrestres, os Buffalos, que aqui foram designados C-115, transportam até hoje alimentos, medicamentos, materiais de diversos tipos, veículos, passageiros, doentes nas chamadas missões de misericórdia e para-quedistas do Exército, Marinha e Aeronáutica, participando também de diversas competições civis da modalidade.
Baseados em Campo Grande-MT, Manaus-AM e Base Aérea dos Afonsos no Rio de Janeiro, o C-115 é o único avião digno de ostentar a alcunha de legítimo substituto do Douglas DC-3.
O Alto Comando da Aeronáutica já está promovendo uma licitação, cujo resultado deverá ser divulgado antes do fim deste ano, visando encontrar um candidato à altura em termos de desempenho e versatilidade, para prosseguir com estas missões essenciais a um país de dimensões continentais como é o Brasil.
Os modelos em disputa são o EADS 235/295 Casa, o C-27J Spartan II da Lockheed Martin e o Antonov AN-32 de procedência ucraniana.
Texto original de Luiz Carlos Fernandes de Souza Filho
Fonte: Revista Flap Internacional



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