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By Ferramentas Blog

16 novembro 2011

CLÁSSICOS DA AVIAÇÃO: TUPOLEV TU - 4 BULL: O CLONE SOVIÉTICO DO B-29


Quando terminou a Segunda Guerra Mundial, a paz teve pouco tempo de duração. Em 1946 a União Soviética já se revelava uma ameaça ideológica e militar ao Ocidente. Aos poucos, Stalin tomava a direção dos países controlados pelo Exército Vermelho. Era a “cortina de ferro” baixando sobre a Europa, mencionada por Winston Churchill.

Tal como os EUA e Inglaterra, os soviéticos tiveram acesso às tecnologias militares que surgiram durante a Guerra. Além dos primeiros jatos russos MiG-9 e Yak15 surgirem em 1946, Josef Stalin fez outra surpresa em agosto de 1947, quando 3 bombardeiros apareceram num sobrevoo no Dia da Aviação, com a presença de observadores estrangeiros.


O Tu-4 parecia uma cópia exata do Boeing B-29, o mais avançado bombardeiro americano da época. Inicialmente os americanos pensaram que os aviões eram os três que tinham sido obrigados a pousar na Rússia, mas durante a apresentação apareceu um quarto avião do mesmo tipo modificado.

Durante quase 50 anos os detalhes da inacreditável história do Tu-4 continuariam segredo para o Ocidente.

Stalin, impressionado com o papel do bombardeiro estratégico sobre a Alemanha e o Japão, suspendeu os trabalhos de desenvolvimento de aviões de projeto soviético em 1944 e ordenou a Andrei Tupolev, que tinha passado a guerra numa prisão, com outros engenheiros e cientistas, que copiasse o B-29.


Tupolev desmontou um dos B-29 que pousaram na Rússia, peça por peça e entregou os desenhos detalhados aos responsáveis pela fabricação.

O processo de cópia de uma aeronave tão complexa era muito difícil, mas foi de alta qualidade. O Tu-4 era tão preciso que Tupolev chegou a incluir buracos de perfurações de projéteis remendados que estavam presentes no avião americano, com medo de ter que explicar qualquer discrepância à KGB.


Graças a Tupolev, Stalin passou a contar com uma frota de bombardeiros capazes de atacar a Europa e o território americano numa viagem só de ida. Em 1949, os soviéticos fizeram o primeiro teste de bomba atômica, juntando o útil ao agradável. Tinha acabado o monopólio americano das armas nucleares e dos meios de lançá-las.

Pequenas diferenças técnicas

Os russos usaram um motor diferente, o Shvetsov ASh-73, que era parecido com o Wright R-3350 do B-29. Os canhões de controle remoto das torretas foram modificados para usar canhões de 23mm.

A URSS usava o sistema métrico de medidas e as chapas de alumínio de 1/16th (1,6mm) não estavam disponíveis. A espessura métrica do metal equivalente era maior e sendo assim, o Tu-4 ficou 1.400kg mais pesado que o B-29.



Apesar de suas qualidades,estava claro ao final do conflito que o TU-4 não teria alcance para atacar com bombas nucleares o território americano;com isso,um novo projeto foi encomendado,com novas especificações.O resultado foi o famoso TU-95 Bear,mas isso já é outra história.

Foram produzidas 847 aeronaves que voaram até 1960.

FICHA TÉCNICA:

Tripulantes:11
Comprimento: 30,18 m (99 ft)
Envergadura: 43,05 m (141 ft)
Altura: 8,46 m (27 ft)
Área alar: 161,7 m² (1,743 ft²)
Peso vazio: 35270 kg (77594 lb)
Peso carregado: 46700 kg (102950 lb)
Peso máximo na decolagem: 65000 kg (143000 lb)
Motores: 4 motores a pistão Shvetsov ASh-73TK radiais, 1790 kW (2400 hp) cada um.
 
Performance
Velocidade máxima: 558 km/h a 10250 m (33600 ft) (349 mph)
Alcance: 6200 km (com 3000 kg (6,600 lb) de bombas) (3875 mi)
Teto operacional: 11200 m (36700 ft)

Armamento
10 canhões de 23 mm Nudelman-Suranov NS-23 em torretas
6 bombas de 1000 kg (2205 lb) de bombas ou 1 bomba atômica ou 2 mísseis antinavio KS-1 Komet.


Fonte: Wikipédia/ Fotolog Gustavo Adolfo

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